Seguro obtém 67% e Ventura 33% quando só restam as freguesias que adiaram

Terminou a contagem dos votos em todos os territórios onde a segunda volta das Eleições Presidenciais decorreu neste domingo. Restam votar freguesias do distrito de Leiria, Santarém, Lisboa e Setúbal.

Contabilizada a votação nas 3.239 freguesias cuja população se deslocou às urnas neste domingo para a segunda volta das Eleições Presidenciais, António José Seguro foi eleito Presidente da República com 67,12%, fruto de 3.443.273 votos, um recorde absoluto de votos desde que se realizam Eleições Presidenciais em democracia.

Já André Ventura obteve 32,88%, ao recolher 1.687.116 votos. A segunda volta contou ainda com 172.799 votos em branco e 97.174 votos nulos. A abstenção foi de 41,24%, superior à da primeira volta (38,51%).

António José Seguro praticamente duplicou a votação em termos absolutos face à primeira volta, em que já fora o candidato mais votado, com 31,22%, fruto de 1.725.256 votos, enquanto André Ventura somou mais 400 mil votos face à primeira volta, em 18 de janeiro, na qual conseguira 1.286.822 votos, o que lhe valera 23,29% e o acesso à segunda volta.

Todas as freguesias do concelho da Golegã, no distrito de Santarém, de Arruda dos Vinhos, no distrito de Lisboa, e de Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, só votam no dia 15 de fevereiro, após as respetivas Câmaras Municipais terem decidido adiar a votação, em virtude dos danos causados pelo meu tempo que se abateu sobre o litoral centro e sul do país. A freguesia de Bidoeira de Cima, no concelho de Leiria, também só vai às urnas no próximo fim de semana.

Primeiro a discursar, André Ventura, que é líder do partido Chega e deputado na Assembleia da República, desejou “um grande mandato” a António José Seguro, e mostrou-se convencido de que o resultado obtido neste domingo o legitima como líder da direita política e o aproxima de uma futura chegada ao poder.

O candidato vencedor, António José Seguro, prometeu, em primeiro lugar, solidariedade para com as vítimas do mau tempo, exigindo que os apoios do Estado cheguem com celeridade aos afetados, e realçou que os eventuais três anos e meio sem eleições são uma oportunidade para a melhoria do nível de vida dos portugueses e para “uma cultura de compromisso com soluções”, em referência à prevenção de futuros incêndios e de futuras tempestades.

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