Obras nas Residências Universitárias do AvePark descobrem rochas milenares

Foram encontradas 19 rochas que terão sido gravadas entre o III e o I milénio a.C. Este achado com mais de três mil anos cimenta o valor patrimonial e histórico de Guimarães.

Durante as obras de construção na nova Residência Universitária do AvePark, foi revelado um conjunto arqueológico, composto por 19 rochas gravadas pré-históricas. Esta descoberta, realizada no decurso dos trabalhos de movimentação de terras, não irá colocar em causa a realização da obra. Estes artefactos somam-se a outras seis rochas encontradas anteriormente.

As marcas identificadas nos objetos revelam características como covinhas, formas serpentiformes e silhuetas que remetem para figuras humanas e animais. De acordo com os especialistas, estas peças situam-se cronologicamente entre o III e o I milénio a.C., fornecendo pistas sobre o povoamento ancestral na região de Guimarães.

As escavações têm também revelado vestígios de antigas estruturas habitacionais. A finalidade destas construções permanece sob investigação, com os arqueólogos empenhados em aprofundar o conhecimento sobre as comunidades que habitaram esta região, durante os próximos meses.

Além do interesse científico, o achado apresenta-se como um recurso valioso para o ensino da história local, potenciando simultaneamente o turismo cultural e o reforço da identidade da cidade berço.

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