Junta projeta Avenida dos Bombeiros Voluntários com dobro do estacionamento

Projeto encomendado pela Junta de Freguesia de Caldelas prevê ainda “entrada mais digna” para o centro comercial Passerelle e uniformização do gás e das telecomunicações.

A requalificação da Avenida dos Bombeiros Voluntários, que une a entrada para o recinto da feira semanal ao edifício-sede da corporação de bombeiros de Caldas das Taipas, é um dos objetivos da Junta de Freguesia de Caldelas para o mandato em curso até 2029. O projeto já está concluído, aliás. Encomendada por oito mil euros ao gabinete de arquitetura Alcepi, a proposta consultada pelo Reflexo contempla uma praceta junto à entrada para o centro comercial Passerelle e a reconfiguração dessa ala da avenida, com a adoção de estacionamento em espinha, duplicando a lotação dos 25 para os 50 lugares, o ligeiro recuo dos passeios e a deslocação das árvores para as pontas de cada bloco de estacionamento, afastando-se assim dos edifícios.

A necessidade de uniformizar as tubagens de gás e cabos de telecomunicações, completamente desordenados em virtude de o conjunto edificado ter sido erguido aos poucos e de cada bloco ter feito as instalações à sua maneira, eleva o custo total da obra para um valor a rondar os 170 mil euros, adiantou ao Reflexo o presidente da Junta, Augusto Mendes.

Uma verba dessa monta exige que a Câmara Municipal de Guimarães financie a Junta de Freguesia para executar a obra ou que o município aproveite o projeto e avance para a execução, opção até preferível. “Estamos disponíveis para ceder o projeto à Câmara, e ela executá-lo. Se a Câmara quiser assim, tanto melhor. Tem mais capacidade técnica e poupa-nos o custo com o concurso público”, detalhou Augusto Mendes.

O autarca realça que a obra é necessária, numa “avenida central, com cada vez mais comércio e vitalidade”, não sendo possível, no entanto, avançar a data em que estará no terreno. A Junta já dialogou com o executivo municipal presidido por Ricardo Araújo, que pediu uma lista de prioridades à Junta, e que ainda vai decidir as intervenções que avançam em 2026.

Augusto Mendes defendeu, contudo, que o facto de a Junta apresentar um projeto completo à Câmara contribui para que “as coisas aconteçam mais rapidamente”. Se se pedisse um projeto de raiz ao município, o processo demoraria muito mais. “A experiência que temos é que, se a Câmara tiver de fazer o projeto, as coisas demoram muito mais. É uma estrutura muito grande, que abrange muito mais território. Fazer esta parte facilita muito. Temos a esperança de concretizar este projeto no mandato”, vincou.

Também o secretário da Junta, José Fonseca, se pronunciou sobre o assunto, frisando que o projeto foi elaborado após uma auscultação aos moradores. “Sabemos exatamente o que queremos e o que é importante ser implementado”, disse.

 

ndr: texto publicado originalmente na edição de fevereiro do jornal Reflexo

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