Guimarães e Braga dão passo em frente para Área Metropolitana do Minho

Reunidos num hotel no limite dos dois concelhos, os autarcas dos dois concelhos assumiram o desejo de uma estrutura que garanta voz em Lisboa e políticas conjuntas para maior qualidade de vida.

As Câmaras Municipais de Braga e de Guimarães pronunciaram-se a uma só voz nesta terça-feira em redor de um objetivo comum: a criação da futura Área Metropolitana do Minho.

Reunidos numa unidade hoteleira na fronteira entre os dois concelhos, João Rodrigues e Ricardo Araújo anunciaram “o espoletar da criação de uma Área Metropolitana do Minho”, num dia que “faz história”.

“Há vários estudos a serem desenvolvidos, a serem concretizados, mas creio que há hoje uma sensação na região da vantagem que traz a criação de uma nova estrutura que permita a coordenação, o planeamento e a operacionalização de políticas conjuntas”, assumiu o presidente da Câmara Municipal de Guimarães.

O autarca vimaranense adiantou que os contactos com os concelhos que integram as comunidades intermunicipais do Cávado e Ave deram para perceber que a criação da área metropolitana “é algo comummente aceite pelas diversas forças políticas representadas na região e por quem exerce, de facto, responsabilidades executivas nos diversos municípios” e lembrou que há já projetos estabelecidos em comum pela Comunidade Intermunicipal do Cávado e a Comunidade Intermunicipal do Ave, nomeadamente o futuro concurso conjunto para a prestação dos serviços de transporte público rodoviário, previsto para 2028.

Essa estrutura, acrescentou, pode articular o desenvolvimento da região e dar-lhe “uma voz firme, com capacidade de ser escutada em Lisboa”, a partir de “uma estrutura que implemente políticas, que seja capaz de obter financiamentos, que seja capaz de implementar políticas conjuntamente”.

Já o presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, realçou que não basta “prometer estudar, prometer pensar, prometer, prometer, prometer” acerca de um desígnio que “as comunidades partilham” e que já se sente em várias dimensões do quotidiano dos seus habitantes.

“Há uma série de áreas onde essa vida metropolitana já se sente. É importante que, para que essa vida metropolitana traga ainda mais qualidade de vida aos cidadãos e traga melhoria à vida das diversas comunidades, tenhamos os instrumentos necessários para podermos promover melhores políticas, para podermos fazer desta uma região melhor do que aquilo que já é”, detalhou o autarca bracarense, eleito pela coligação PSD/CDS-PP, tal como Ricardo Araújo.

João Rodrigues vincou ter sido possível dar este passo na terça-feira porque Braga e Guimarães têm presidentes de câmara “que se dão bem, que falam um com o outro e que fazem questão de intensificar este diálogo daqui para a frente”.

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