IMPACTA: Caldas das Taipas com 29 mil euros no primeiro semestre

Verba até junho de 2026 traduz aumento de quase 13 mil euros face ao período equivalente de 2025, com enfoque na Banda Musical.

Os apoios prestados à Banda Musical de Caldas das Taipas elevaram a verba atribuída às instituições, associações e projetos culturais da vila de Caldas das Taipas ao abrigo do IMPACTA no primeiro semestre de 2026. O território correspondente a Caldelas é contemplado com 29.050 euros, quantia que supera o período homólogo de 2025 (16.300 euros) e o de 2024 (12.800 euros), distribuindo-se por seis entidades, confirmou o Reflexo, ao consultar o documento aprovado na reunião da Câmara Municipal de Guimarães decorrida em 26 de janeiro.

A mais antiga das instituições contempladas – a Banda Musical foi fundada em 1834 – é também a que capta mais financiamento. Além dos habituais 5.000 euros para a circulação no município, a Banda Musical recebe 3.000 euros para o concerto com o Coro Gospel Saint Dominic, o mais antigo desse estilo em Portugal, que esteve em Caldas das Taipas em 21 de dezembro de 2025, por ocasião das comemorações de Natal, e mais 7.000 euros para renovar a iluminação da sede e da Academia de Música Fernando Matos. Fora do âmbito do IMPACTA, a Câmara Municipal aprovou também um subsídio extraordinário de 5.000 euros à Banda Musical nessa mesma reunião quinzenal, para suportar os custos com a comemoração do 191.º aniversário, em outubro último.

O resto da verba destinada a Caldas das Taipas distribui-se pelo grupo de percussão Taibombar, que recebe 5.000 euros para mais uma edição do espetáculo comunitário Dar(se)Mente e 800 euros para atuações no município, pela Comissão de Festas Dar Vida à Vila, que angaria 3.000 euros para o São Pedro Não Dorme, iniciativa com rock e clubbing nas piscinas da Taipas Turitermas durante as Festas de São Pedro e da Vila, pela Junta de Freguesia, com 3.000 euros para a animação de verão, pela companhia de teatro ATRAMA, que volta a receber 1.500 euros, e o Clube Náutico das Taipas, novidade na lista, que garante 750 euros pelo Mergulho no Ave, uma ida a banhos na Praia Seca no primeiro dia de cada ano.

A quantia atribuída à vila termal é praticamente equivalente à atribuída às restantes freguesias da área noroeste do concelho – 29.200 euros. O Centro Social Recreativo e Cultural de Campelos é a instituição contemplada com o valor mais elevado – 6.500 euros -, ao receber 5.000 para a aquisição de som e luz e 1.500 para a circulação com o grupo de teatro.

A Astronauta volta a receber 5.000 euros para a organização da oitava edição da Mostra de Artes Performativas, com passagem pelos Espaços Criativos de Brito, no final de março, seguindo-se a União de Freguesias de Souto São Salvador, Souto Santa Maria e Gondomar (4.000 euros), pela programação anual, e o Centro Social de Vila Nova de Sande, que recebe 2.000 euros para as atividades anuais e 1.000 para o grupo folclórico, uma das cinco organizações de folclore contempladas.

O Grupo Cultural e Recreativo de Barco, que comemora 50 anos em 2026, recebe 2.000 euros para o programa anual e 800 euros para o seu coletivo musical, enquanto a associação juvenil Citânia vê o apoio subir de 1.500 para 2.000 euros.

 

Novo recorde concelhio

O financiamento distribuído pelo IMPACTA no primeiro semestre de 2026 é o maior nesse período desde a criação do regulamento municipal para o investimento em atividades culturais e artísticas, em 2020. Os 442.296,50 euros aprovados em 26 de janeiro traduzem um crescimento de 15% face ao período homólogo de 2025 – 384 mil euros – e de quase 25% face a 2024 – 355 mil euros.

Os apoios crescem em praticamente todos os eixos de atuação do IMPACTA: a Câmara entrega mais de 134 mil euros aos planos anuais de atividades, 119 mil às atividades pontuais, mais de 65 mil euros à circulação no território municipal, 36 mil euros a investimento em equipamento e infraestruturas, 32.850 euros a projetos de artes visuais e curadoria – praticamente o dobro de 2025 -, 16 mil euros às artes performativas, 15 mil a composição e performance musical, mais de 11 mil a edições literárias, musicais e videográficas, seis mil a projetos em circulação a nível nacional e internacional e outros seis mil atribuídos a um projeto de investigação, de Mariana Carvalho, relativo a um estudo histórico-arquitetónico da Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira.

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